Eximir-se da Culpa

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“Last night she said baby, I feel so down. She had turned me off when I feel left out so I, I turned around. Little girl, I don’t care no more I know this for sure, I’m walking out that door.”
 
Fiquei em silêncio por muito tempo, fui forte. Resolvi os meus problemas e os seus. Durante um bom tempo, ansiava pelo seu reconhecimento, por gestos de orgulho ou palavras de incentivo. Esperava algo, alguma coisa; qualquer coisa disporia a capacidade de deixar meu dia mais feliz, com a condição que houvesse um remetente, e seu nome estivesse nele.




Eu criei diálogos, suspirei por convites para dividir um café no meio de uma quinta nublada, ou uma cerveja gelada depois dos compromissos, o destino era especificado; o barzinho da esquina, com mesas espalhadas sem pretensão ou um sentido lógico. À espera foi inútil, jamais recebi uma mensagem, mesmo aquelas com palavras trocadas, ou ligações (embora tardias) com palavras emboladas, não houve cartas com desculpas dissimuladas, ou uma música em inglês em que o cantor implorava pelo perdão, admitindo os erros dos dias que viveram juntos.
   O cantor implorava por perdão, mas não com a esperança de uma página em branco para a história deles, ou com uma segunda oportunidade para serem as pessoas certas em um novo momento. O perdão era para seguirem em frente, sem apegos ou culpas em relação ao passado.
Embora as cartas tenham sido extraviadas, eu te perdoo por toda a bagunça que você causou em mim, e me perdoo pelo caos que deixei em você. Eu também sei fechar os olhos, mas devo admitir que depois de mim o maior prejudicado nessa história foi você. Talvez, fingir que nada aconteceu, seja a forma (errônea) que você consiga lidar com tudo que nos aconteceu. Talvez eu deva encontrar alguma maneira que dê certo para mim.
Eximir-se de todos os problemas, abster-se da culpa… Seguir em frente.

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